Sessão #16

“Herbário comestível” — Passeio-oficina

Data: 9 de maio de 2026
Local: Lavadouro das Fontainhas e hortas adjacentes
Duração: 14h30 – 16h30


Que plantas são estas que brotam do chão, que pisamos e tantas vezes maldizemos? Algumas dão bons remédios, umas servem de alimento para insetos, outras de casa para lagartixas… e muitas são comestíveis!

Nesta atividade, metade passeio, metade oficina, vamos aprender a identificar a vegetação que se come e que nos cura e, sobretudo, vamos aprender a valorizá-la e a deixar de lhe chamar daninha! Começamos por descer as escadas junto ao Lavadouro das Fontainhas e partimos à descoberta das ervas e flores que crescem um pouco por todo o lado — nas margens das hortas, nas ranhuras do caminho, nas pedras dos muros. Enquanto fazemos a colheita das plantas, sentimos os cheiros e as texturas, observamos as formas e as cores, e provamos os sabores únicos de cada uma delas. De seguida, regressamos ao Lavadouro onde, numa mesa improvisada por cima dos tanques, começamos a construir um herbário de plantas silvestres e a preparar uma conserva agridoce para levar para casa.

A capuchinha é picante, a borragem dá coragem, o funcho sabe a rebuçado da tosse, a tanchagem a cogumelos e a erva-azeda mais parece limão!



Público-alvo

Crianças e famílias da escola da Alegria.



Parceiros do Projeto nesta sessão

A Recoletora
A Recoletora é a prática artística e pedagógica do artista visual Alexandre Delmar (Porto, 1982) e da designer Maria Ruivo (V. N. Famalicão, 1986), dedicada ao estudo dos lugares de reciprocidade e interação entre as comunidades humanas e as vegetais. No seu trabalho, a dupla alia uma ação contínua de pesquisa, inventariação e mapeamento das plantas espontâneas comestíveis e medicinais ao resgate de conhecimentos ancestrais e contemporâneos, numa lógica didática que propõe uma redescoberta da cidade através da recoleção e da deambulação pelos territórios do baldio urbano.
Explora temáticas relacionadas com a autonomia alimentar, a recoleção, o herbalismo, o saber-fazer, a paisagem, a memória, a etnobotânica e a literacia ecológica, promovendo ações colaborativas como cartografias, caminhadas guiadas, workshops, refeições, conversas, instalações comestíveis, exposições e publicações.

Fernanda Botelho
Fernanda Botelho (Sintra, 1959; vive e trabalha a partir de Sintra) é especialista em plantas silvestres, nomeadamente nos seus usos medicinais e culinários. Viveu 17 anos em Inglaterra onde fez formações em Botânica, Fitoterapia e Pedagogia. Estudou plantas medicinais na Scottish School of Herbal Medicine (1997). Tem o Curso de guia de jardim Botânico da Universidade de Lisboa (2006). É colaboradora do programa Eco-Escolas e autora de uma coleção de livros infantis: Salada de Flores (2011), Sementes à Solta (2013) e Hortas Aromáticas (2016). Escreveu As plantas e a saúde (2013), Uma mão cheia de plantas que curam — 55 espécies espontâneas em Portugal (2016), Ervas que se comem (2021), Flores que se comem (2022), Plantas do Mundo (2023) e o recém-lançado Árvores que se comem (2024). Publica anualmente, desde 2010, uma agenda de Plantas Medicinais. Organiza passeios guiados e workshops de reconhecimento de plantas a convite de várias entidades. Colabora, desde 2021, com A Recoletora.